A Escola Laklãnõ em parceria com o Pólo Base de José Boiteux, pertencente ao Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul, estão desenvolvendo um trabalho de Promoção em Saúde com seus alunos e professores.
No dia 3 de agosto de 2009 promoveram uma roda de conversa com 18 professores com o objetivo de promover uma reflexão sobre saúde e educação visando estimular cuidados e práticas de prevenção a carie dentária e planejar atividades de promoção de saúde bucal com seus alunos.
Entre os dias 4 e 7, os professores e a dentista discutiram o trabalho transversal de conteúdos de saúde no currículo escolar . A partir de então a dentista Drª Maria Aparecida de Araujo Guerra, tem participado de atividades com alunos de 1ª a 4ª série. Em rodas de conversa tem discutido a importância do autocuidado, do auto-exame, da escovação diária, aplicação tópica de flúor para preservar a saúde bucal, realizando a seguir escovação dental supervisionada com creme dental fluoretado, aplicação tópica de flúor e um levantamento de necessidades individuais com objetivo de identificar os alunos que carecem de tratamentos dentários e encaminha-los para tratamento.
A próxima etapa dessa parceria será a integração da enfermeira e psicóloga do Pólo Base para uma abordagem à educação sexual e reprodutiva, consumo de álcool, tabaco e outras drogas. De, pois de varia tentativa com os representantes da saúde (Pólo Base – José Boiteux), a Escola Laklãnõ, conseguiu uma vaga ou o dia todo para atender uma vez por mês os estudantes e professores da escola. Mas ainda não é o suficiente; a Direção da escola quer que a dentista pelo menos duas vezes por mês. No ultimo dia 07 de outubro de 2009, iniciou se o atendimento para os alunos de 5ª a 8ª séries, no Posto de Saúde da Aldeia Palmerinha.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
MENSAGEM DE ALUNA DA 7ª SERIE DA E.I.E.B.lAKLÃNÕ
Amigos e Companheiro,vocês professores com eu, gostaria que le se esta mensagem de uma aluna Xokleng e faça sua refleção sobre isso. Realmente fiquei pasmo ao ler esta mensagem quando foi coloc no mural da escola. Os amigos que lerem esta mensagem e repassa para outro. Sinceramente fiquei sem palavra, porque crianças com esta idade já sente como nos professores somos desvalorizados. Diante desta mensagem não tenho mais argumento para orientar meus alunos de seguir a profissão de Magistério.terça-feira, 13 de outubro de 2009
ALMA SOBREVIVENTE NO CONTEXTO CRISTÃO, FILOSÓFICO E XOKLENG
Desde o inicio da humanidade acredita se que existe outra vida após a morte. Que a morte é uma passagem da vida terrena para o outro lado da vida, para o convívio com os deuses. Sobre esta idéia de ‘alma sobrevivente’, interpreto que tudo o que vemos no mundo são imitações das idéias perfeitas do mundo das idéias, que consistem em matrizes de tudo o que existe. Para mim, o que está no mundo é cópia daquele seu modelo. Neste sentido vamos interpretar comigo quem é que está correto sobre esta idéia da alma sobrevivente.
Segundo os cristãos, a alma do homem, após sua morte, vai para um lugar preparado chamada ‘paraíso’, para esperar o dia do juízo final, aonde será julgada conforme suas obras aqui na terra. Assim, uns ganharão galardão e outros a condenação eterna. Quase com a mesma interpretação, os católicos pregam que a alma do homem após sua morte fica num lugar chamada de ‘purgatório’, para se purificar e depois serem perdoados no dia do juízo final, assim uns serões julgados conforme suas obras aqui na terra e assim ganhar seu perdão e outros a condenação eterna.
O filósofo Platão (428 a.C. - 347 a.C), acreditava que as almas migram de um corpo para outro após a morte. Assim, uma alma transmigra para vários corpos antes que o seu ciclo de perfeição chegue ao fim. Mas, conforme a sua situação, ela poderá ter diferentes formas de seres vivos. Para Platão, as almas que tiverem praticado a virtude comum, não filosófica, poderão reencarnar em animais mansos e sociáveis ou em homens honestos e virtuosos. Para ele, as almas que cometeram crimes gravíssimos e irreparáveis a punição é longa. Segundo Platão, por ter praticado a injustiça, será passada pela dor e pelo sofrimento, tanto na terra como no ‘Hades’, que é o lugar para onde irão as almas após a morte.
Com o mesmo ponto de vista dos cristãos e do filósofo, o Xokleng interpreta desde o passado remoto até os dias atuais sobre a alma após a morte na vida terrena. Segundo o depoimento coletado dos anciões Xokleng nos anos oitenta, o Xokleng acredita que existe uma vida após a morte. No ponto de vista Xokleng, o homem é um ser de duas dimensões, composta de corpo e alma. Isto confirma o que Platão afirmava sobre a idéia de duas dimensões humana. De acordo com o informante “kujá” Ulol, havia um lugar preparado para as almas daqueles que se foram desta vida terrena e que neste lugar todas as almas, tanto adultos como crianças, ficam esperando seus entes queridos que um dia vá encontrar. Enquanto esperava seus entes queridos, eles faziam seus afazeres do dia a dia ali. Para o Xokleng, a vida continua no mesmo ritmo depois da morte, significa para eles que é uma passagem da vida terrena para uma vida nova.
Sobre esta idéia de alma sobrevivente, interpreto que independente das etnias e crenças religiosas ou filosóficas, a idéia sobre a ‘alma’ ou vida após a morte, seguem o mesmo raciocínio e com a mesma ideologia, ou seja, cópia do modelo que já está no mundo com interpretações diferentes.
AUTOR: Prof. Nanblá Gakran – (Sociólogo e Lingüista)
Segundo os cristãos, a alma do homem, após sua morte, vai para um lugar preparado chamada ‘paraíso’, para esperar o dia do juízo final, aonde será julgada conforme suas obras aqui na terra. Assim, uns ganharão galardão e outros a condenação eterna. Quase com a mesma interpretação, os católicos pregam que a alma do homem após sua morte fica num lugar chamada de ‘purgatório’, para se purificar e depois serem perdoados no dia do juízo final, assim uns serões julgados conforme suas obras aqui na terra e assim ganhar seu perdão e outros a condenação eterna.
O filósofo Platão (428 a.C. - 347 a.C), acreditava que as almas migram de um corpo para outro após a morte. Assim, uma alma transmigra para vários corpos antes que o seu ciclo de perfeição chegue ao fim. Mas, conforme a sua situação, ela poderá ter diferentes formas de seres vivos. Para Platão, as almas que tiverem praticado a virtude comum, não filosófica, poderão reencarnar em animais mansos e sociáveis ou em homens honestos e virtuosos. Para ele, as almas que cometeram crimes gravíssimos e irreparáveis a punição é longa. Segundo Platão, por ter praticado a injustiça, será passada pela dor e pelo sofrimento, tanto na terra como no ‘Hades’, que é o lugar para onde irão as almas após a morte.
Com o mesmo ponto de vista dos cristãos e do filósofo, o Xokleng interpreta desde o passado remoto até os dias atuais sobre a alma após a morte na vida terrena. Segundo o depoimento coletado dos anciões Xokleng nos anos oitenta, o Xokleng acredita que existe uma vida após a morte. No ponto de vista Xokleng, o homem é um ser de duas dimensões, composta de corpo e alma. Isto confirma o que Platão afirmava sobre a idéia de duas dimensões humana. De acordo com o informante “kujá” Ulol, havia um lugar preparado para as almas daqueles que se foram desta vida terrena e que neste lugar todas as almas, tanto adultos como crianças, ficam esperando seus entes queridos que um dia vá encontrar. Enquanto esperava seus entes queridos, eles faziam seus afazeres do dia a dia ali. Para o Xokleng, a vida continua no mesmo ritmo depois da morte, significa para eles que é uma passagem da vida terrena para uma vida nova.
Sobre esta idéia de alma sobrevivente, interpreto que independente das etnias e crenças religiosas ou filosóficas, a idéia sobre a ‘alma’ ou vida após a morte, seguem o mesmo raciocínio e com a mesma ideologia, ou seja, cópia do modelo que já está no mundo com interpretações diferentes.
AUTOR: Prof. Nanblá Gakran – (Sociólogo e Lingüista)
AO CONTRÁRIO DAS AFIRMAÇÕES DOS ANTROPÓLOGOS
O povo Laklãnõ (Xokleng) é sobrevivente do grande massacre do inicio do século passado na região do alto vale do Itajaí. Em 1914, obtiveram ‘contato’ com a sociedade não indígena. Contato o qual foi uma decisão do próprio povo, diferente das afirmações dos historiadores, de que o povo foi amansado. Para facilitar a comunicação entre os Laklãnõ (Xokleng), o primeiro chefe do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) Eduardo de Lima e Silva Hoerhan, trouxe consigo seis famílias Kaingang do norte do estado do Paraná. Estas famílias Kaingang foram trazidas pelo fato de que a língua ou dialetos dos mesmos era muito parecido, com isso, o povo foi considerado na época como outro grupo Kaingang. Ao passar alguns anos, ficou confirmada que era outro povo com língua e costumes diferentes, mas da mesma família lingüística. Para os pesquisadores das histórias indígenas, afirmo o seguinte: como membro do povo Laklãnõ (Xokleng), desde os meus primeiros momentos de leitura sobre a história do meu povo a qual pertenço sempre me incomodou e me preocupava com o seguinte, citado pelos Antropólogos e Historiadores: “Terra Indígena Ibirama” pertence a três etnia ou a população é composta por três povos como: Guarani, Kaingang e Xokleng”. Como membro do povo Laklãnõ (Xokleng) e defensor da história e principalmente da língua materna, afirmo que isto é ‘inverdade’ dos historiadores. Ao contrário de todas as publicações, afirmo que existem descendentes do povo Kaingang trazidos para esta Terra Indígena em 1914. Isto quer dizer que logos após o contato com os Laklãnõ, houve casamento entre ambos, isso gerou descendentes que atualmente habitam na T.I, e nos anos oitentas também houve casamentos de Laklãnõ (Xokleng) com alguns indivíduos Kaingang homens e mulheres e isto também gerou descendentes. Mas isto não significa que há famílias Kaingang na T.I.Ibirama. Considero família Kaingang, quando os cônjuges são da mesma etnia. Afirmamos que atualmente na T.I. Ibirama há duas etnias, Guarani, Xokleng em sua maioria e alguns indivíduos Kaingang, os mesmos confessam que se sentem Xokleng puro e não mestiços de Kaingang.
Com convicção e sem medo de errar, estou afirmando ao contrário das publicações já vistas sobre o povo Laklãnõ (Xokleng), acredita se que com esta nota sobre o povo, não haverá mais equívoco da parte dos pesquisadores sobre este assunto, que as novas publicações sobre o povo sejam com muita atenção para não haver mais esta inverdade.
AUTOR: Prof. Nanblá Gakran - (Sociólogo e Lingüista)
Com convicção e sem medo de errar, estou afirmando ao contrário das publicações já vistas sobre o povo Laklãnõ (Xokleng), acredita se que com esta nota sobre o povo, não haverá mais equívoco da parte dos pesquisadores sobre este assunto, que as novas publicações sobre o povo sejam com muita atenção para não haver mais esta inverdade.
AUTOR: Prof. Nanblá Gakran - (Sociólogo e Lingüista)
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
LAKLÃNÕ LUTAM PARA PRESERVAR SUA HISTÓRIA

Os Laklãnõ lutam para manter viva sua tradição. As festas religiosas estão sendo recuperadas. As danças tradicionais ainda estão vivas. Os rituais de batizado, de casamento, o ritual de luto está renascendo novamente. As cantigas estão sendo recuperada pelos jovens. No seu dia a dia, na roda de conversa com os ‘ancião’ são repassada as história para os mais jovens.Isso confirma que tudo o que tem raiz não se seca a raízes.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
30 ÍNDIOS XOKLENG SE INSCREVERAM PARA PARTICIPAR DO IX VESTIBULAR PARA OS POVOS INDÍGENA NO PARANÁ
O estado do Paraná está na frente. Em todas as Universidades Publica Estadual do Paraná, tem vaga em todos os cursos de Graduação para índios do estado do Paraná. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), não ficou de fora, também está neste projeto de vaga para indígena de todo Brasil. O mais importante é que as línguas indígenas fazem parte da prova de vestibular. O índio escolhe a língua indígena de acordo com sua etnia. Neste ano de 2009, mais de 30 jovens Xokleng se inscreveram para participarem do IX vestibular para os povos indígenas. O povo Xokleng, estão muito otimistas e acreditam que em breve mais de 50% de sua população jovens, terão Diploma de Graduação nas mãos em diferentes áreas acadêmicas para trabalhar pelo seu povo e defender as causas do povo a qual pertence.
30 ÍNDIOS XOKLENG SE INSCREVERAM PARA PARTICIPAR DO IX VESTIBULAR PARA OS POVOS INDÍGENA NO PARANÁ
O estado do Paraná está na frente. Em todas as Universidades Publica Estadual do Paraná, tem vaga em todos os cursos de Graduação para índios do estado do Paraná. A Universidade Federal do Paraná (UFPR), não ficou de fora, também está neste projeto de vaga para indígena de todo Brasil. O mais importante é que as línguas indígenas fazem parte da prova de vestibular. O índio escolhe a língua indígena de acordo com sua etnia. Neste ano de 2009, mais de 30 jovens Xokleng se inscreveram para participarem do IX vestibular para os povos indígenas. O povo Xokleng, estão muito otimistas e acreditam que em breve mais de 50% de sua população jovens, terão Diploma de Graduação nas mãos em diferentes áreas acadêmicas para trabalhar pelo seu povo e defender as causas do povo a qual pertence.
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